4º Grito dos Excluídos

Foi com uma grande passeata que muitas pessoas revoltadas com a atual administração municipal começaram o 4º Grito dos Excluídos da Paróquia Nossa Senhora da Conceição de Rio Pardo de Minas. Após a passeata, os manifestantes se concentraram na Praça Getúlio Vargas. A maioria dos manifestantes eram moradores da zona rural que através de cartazes e gritos de protesto pediam mais apoio do governo municipal no sentido de fazer o patrolamento das estradas, oferecer melhor atendimento nos postos de saúde, asfalto, obras de infra-estrutura e principalmente a inauguração do mercado do produtor rural, obra que já se arrasta por 11 anos.

O produtor rural Valdete, da comunidade de Vereda da Onça, deu o seu grito dizendo: “Nós temos vergonha daquilo que eles chamam de mercado. Trazemos nossas verduras, nossos produtos que são cultivados com muita higiene e colocamos pra vender em um lugar muito sujo. É muita falta de respeito com nós produtores rurais”. Revoltado com a situação do “mercado”, o popular Dete ainda disse: “E digo mais, acho que muitos que estão aqui se lembram da época da eleição que o prefeito falou que se não entregasse o mercado pronto no 1º ano de mandato que poderia cortar o pescoço dele”, desabafou.

Quem esteve presente no evento, e também deu o seu grito, foi o locutor Alvenir Rocha que ressaltou a persistente da ausência do prefeito na administração do município.

O Padre Ademir, um dos organizadores do 4º Grito dos Excluídos, falou do objetivo do evento: “O nosso grito tem como objetivo maior despertar as pessoas acerca da realidade de exclusão que elas vivem. Fazerem elas tomarem consciência que são protagonistas com a própria liberdade. Nesse sentido, estamos perfeitamente convictos de que o grito surtiu seu efeito. Vieram pessoas das mais diversas comunidades da nossa cidade, da nossa paróquia, tomando consciência dos seus direitos, vindo reivindicar de uma forma muito pacífica, de uma forma muito ordeira, sem agressão física ou moral a quem quer que seja, e assim temos a plena consciência de que alguns direitos do povo de agora em diante serão respeitados”, finalizou.